A Alma dos Animais

CAIRBAR SCHUTEL E A QUESTÃO DOS ANIMAIS

A filosofia dos Espíritos, que tem por ponto de apoio a alma, com os fatos irrefragáveis por ela provocados e constatados em todos os pontos do globo, não podia descurar a solução do problema anímico, ansiosamente esperada pelos homens livres de preconceito, e tão malfadada pelo espírito de seita, esse terrível inimigo das grandes ideias que nos vêm libertar da ignorância.

Na verdade, o assunto é tão relevante, digno de tanta consideração, que logo no primeiro livro, O Livro dos Espíritos, as inteligências do Alto resolveram abordá-lo com a pena do mestre, deixando claro, patente, que: “os animais não são simples máquinas; que, se o instinto domina a maior parte deles, outros operam por vontade determinada, com inteligência; que eles têm uma linguagem para se advertirem e exprimirem as sensações que experimentam; que, embora limitada, eles têm liberdade de ação; que a alma dos animais sobrevive à morte do corpo; que ela segue uma lei progressiva, como a alma humana; que o princípio inteligente de que são dotados, tiram-no, como o homem, do elemento inteligente universal; finalmente, que esses animais passarão, um dia, do reino animal para o reino hominal, porque a alma do homem, no seu início, na sua infância, teve por origem uma série de existências que precedem o período a que chamamos humanidade.”

 

Excerto do livro “Gênese da Alma”.